TEMA EM DEBATE
Diversidade das Sociedades e Diálogo com o continente Africano
Este programa convida o espectador a uma imersão nos territórios ultramarinos e nos legados do pós-colonialismo, em narrativas que evocam lutas por memória, vínculos familiares e dimensões espirituais invisíveis. Uma travessia por geografias periféricas, onde se reinventam — com urgência e sensibilidade — outras formas de habitar o mundo.
16
setembro
2025
19h
Estação Net Rio
Sala 2
Rua Voluntários da Pátria, 35
COM OS FILMES
Bonnarien
Adiel Goliot - 2023
Mauricette Bonnarien trabalha como estivadora no porto de Dégrad des Cannes, na Guiana. No restante do tempo, dedica-se ao slam. Muito incomodada com seu sobrenome, imposto a seu antepassado na época da abolição da escravidão, ela luta para concluir um processo de mudança de nome. Chegou o momento de anunciar ao seu entorno o seu novo patronímico.
Dorlis
Enricka MH - 2021
Nora, uma adolescente martinicana de 15 anos, é obrigada a acompanhar sua mãe, Laure, e sua irmãzinha Mélissa, de 6 anos, para o norte da ilha, a fim de viver por um tempo na casa de Henri, seu avô, paralisado após um AVC. Elas se instalam na residência do idoso para lhe oferecer ajuda diária. No entanto, muito rapidamente, a atmosfera da casa e a presença de Henri despertam em Nora lembranças de infância que se manifestam no temor da investida de um espírito maligno...
Opo Taampu
Hugo Rousselin - 2024
Inspirada em fatos reais, esta história se passa em uma aldeia isolada no coração da floresta da Guiana, fundada por descendentes de escravos. Diante das ameaças de expulsão, os moradores se unem sob a liderança de Marcus e Vivianne para resistir com determinação ao proprietário oficial. No entanto, a natureza ao redor intervém e sugere um caminho inesperado.
DEBATEDORES
Após a exibição debate com:
Hugo Rousselin
Poeta e cineasta
Poeta e cineasta, publicou seu primeiro livro de poesia, B. met des bombes, pela editora Mémoires Vivantes em 2013. No ano seguinte, seu primeiro projeto de curta-metragem foi laureado pelo G.R.E.C., o que lhe permitiu realizar Pays rêvé, pays réel, abordando o tema da escravidão por meio dos sonhos, com Julien Béramis e Damien Bonnard no elenco. Em 2016, dirigiu Viré, produzido pela ARTISANS DU FILM e distribuído pela LES VALSEURS. O filme foi exibido em mais de 30 festivais internacionais (incluindo Palm Springs) e adquirido pela France Télévisions. Em 2021, Tètèche estreou no Rhode Island Film Festival e foi comprado pelo Canal+. Paralelamente a seus projetos autorais, Hugo Rousselin atua como assistente e mantém suas atividades literárias em colaboração com o escritor e dramaturgo Julien Gaillard, além de trabalhar junto ao Institut du Tout-Monde, fundado por Édouard Glissant.
Viviane Pistache
Pesquisadora, roteirista, curadora
Pesquisadora, roteirista, curadora, júri e crítica de cinema. Atuou no desenvolvimento de roteiros da Casa de Criação e Cinema, O2 Filmes e Globo. Programadora da Mostra Brasil do Festival de Curtas Kinoforum; curadora convidada de algumas mostras e festivais, como a Mostra Oju do CineSesc, Mix Brasil, Fest Aruanda, Festival de Vitória, Sesc TV, Mostra Ecofalante, Goiamun e Curta Santos, Mostra da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Cine Fantasy, etc. Júri em alguns festivais como Festival de Vitória, Cine Ceará, Prêmio Revelação do Kinoforum, CinePe, In-Edit, Guarnicê, Prêmio Canal Brasil em alguns festivais. Crítica membra da ABRACINE, colaboradora do Geledés, Cine Ninja e Blog do Arcanjo.
Lisa Eliet
Produtora
Lisa Eliet é francesa, formada em Comunicação pela Sorbonne, com intercâmbio em Audiovisual na UNB, em Brasília. Depois de trabalhar na produção de filmes em Paris, mudou-se para o Rio de Janeiro em 2024, onde atua como assessora de audiovisual no Consulado da França. Ela se dedica à promoção do cinema francês no Brasil e à criação de pontes entre os dois países, especialmente na área de coprodução.
MEDIAÇÃO
Sabrina Fidalgo
Diretora e roteirista
Sabrina Fidalgo é uma multipremiada diretora e roteirista brasileira, reconhecida internacionalmente. Seus filmes já foram exibidos em mais de 300 festivais ao redor do mundo. O média-metragem Rainha (2016) conquistou mais de 30 prêmios e o curta Alfazema (2019) foi destaque no Festival de Brasília e finalista do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.
Em 2020, tornou-se a primeira mulher negra a presidir o júri do Festival de Gramado. Também realizou obras em artes visuais, como a vídeo-performance Black Joy, apresentada em Paris e em Arles. Atualmente prepara seus primeiros longas-metragens: o documentário Time to Change, em coprodução com a Globo Filmes, e a ficção Karnaval, produzida pela Gullane.
PATROCINADORES






